Cena RTV

Em Cena: Adriano Peoh

Diretor de arte na agência NucleoTCM, autodidata, fã de Star Wars e pai da Helô. O #EmCena dessa semana é com o Peoh. 

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Conte um pouco sobre você, sobre suas experiências profissionais. 

Sou formado em Administração de empresas, fiz técnico em Processamento de Dados e tenho proficiência em Espanhol pela Universidade de Salamanca. Trabalhei no Banco do Brasil, Secretaria da Fazenda, numa Microsoft Partner, Escrevi cursos para uma escola de informática e até gerenciei um bureau de impressão digital antes de seguir carreira em agência. Numa só, a NucleoTCM, na qual trabalho há 15 anos.

Não tenho formação publicitária, nem em Design, mas o meu conhecimento em gestão, culturas e tecnologia, faz com que eu tenha visões diferentes sobre o Mercado e sobre como atingir efetivamente um objetivo proposto.

Você possui alguma técnica ou hábitos que influenciam nos seus momentos de criação? Quais são suas maiores inspirações?

Minha principal inspiração é a vida. Ando pelas ruas estudo as pessoas, seus hábitos. Observo movimentos artístico e culturais, tendências da música e do cinema. Creio que o grande vício do publicitário atual é inspirar-se em.. publicidade. Isso torna o trabalho um círculo vicioso, muitas vezes vemos no mercado peças maravilhosas, mas que parecem que foram criadas para publicitários e não com o objetivo de fidelizar uma marca ou vender um produto.

Na sua carreira, qual foi o trabalho que mais te marcou? Por quê?

Um trabalho antigo, para o Objetivo. No tempo em que os recursos eram mínimos e os veículos e clientes não tinham medo de arriscar. Era uma campanha de cursinho. Nós colocamos fogo em um outdoor, colamos post-its em jornais, etc. Tudo isso no início dos anos 2000, quando ninguém fazia intervenções e outras maluquices. Depois desse, outros trabalhos também surgiram pela importância e porte dos clientes, como uma campanha para a Continental Pneus ou uma para o Diário de S. Paulo, que me rendeu até processo no Conar. Mas a do Objetivo, dado cenário da propaganda em que ocorreu, foi um marco.

Quais são os seus principais softwares de trabalho e qual é o seu favorito?

Trabalho basicamente com o pacote Adobe: Illustrator, InDesign e Photoshop e agora estou começando a me aventurar no Cinema 4D. Mas o Protoshop ainda é minha principal ferramenta.

É sempre bom aprender coisas novas. E dentro da sua profissão o que você ainda gostaria de aprender?

Cinema. Acabei me especializando em materiais gráficos e sinto que ainda tenho muito o que evoluir e aprender em relação a RTV. No momento estou estudando softwares 3D, como sempre sozinho, e tentando adequa-los as minhas necessidades.

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Na sua opinião quais são as principais características de um bom Diretor de Arte? 

Deve ser observador. No sentido explícito da palavra. Observar ruas, pessoas, assistir filmes, novelas, ouvir música de todos os tipos e observar a reação das pessoas a determinada situação. Para criar uma peça visual, precisamos pensar no público que está sendo influenciado por essa peça. Precisamos enxergar pelos olhos do consumidor.

É importante ser eclético.

A área de Direção de Arte é bastante disputada entre os profissionais. Você tem alguma dica para quem está começando agora?

Como eu disse anteriormente, fuja da linha comum. Fuja dos livros e das teorias, dos anuários de criação. Inspire-se na vida real, em filmes, músicas, procure outras linguagens. Seja diferente.

 

Entrevista realizada por: Karymy Gonçalves

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