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Em Cena: Bárbara Bergamasco

 Uma pessoa encantadora, redatora de mão cheia, libriana sonhadora, determinada e mamãe do Bernardo. O #EmCena de hoje é com a Bárbara Bergamasco, redatora na Content House administra contas como Ferrero Rocher, Lillo do Brasil, Clipper entre outras. Conheça um pouco da sua história e confira suas dicas:

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Conte um pouco sobre a sua história, experiências profissionais e formação.

Assim como tudo na minha vida, meu start no mercado de trabalho se deu cedo. Fui de cargos administrativos a vendas, tudo o que me desse independência financeira. Decepção, indecisão, nunca conclusão. E como toda libriana nata, vaguei por vestibulares, sem a mínima convicção. Foi então, na mesa de um bar, que eu fui apresentada aos meus objetivos. Não virei alcoólatra, nem garçonete, mas descobri que podia fazer do “você fala mais que o homem da cobra” uma profissão.
Cursei 4 anos de Publicidade e Propaganda e foi no último semestre que eu tive dp bebê. Agora imagina só: TCC + bebê. Pirei. Me formei. Freelei. Fui empregada. E há dois anos percebo que sem o cargo de recepcionista, o litrão na mesa do bar e o Bernardo (oun) eu não teria me tornado nada, nem alcoólatra.

 Hoje as marcas estão cada dia mais ligadas ao mercado digital e você trabalha com marcas muito presentes nesse segmento, como Gap, Ferrero Rocher, entre outras. Pra você, quais são os maiores benefícios e dificuldades de estruturar uma comunicação nesse meio?

O mercado digital tende a crescer tanto que acredito que se tornará, para sempre, o principal meio de comunicação das marcas. Por isso, os benefícios são imensuráveis, começando pela segmentação, que faz com que sua mensagem chegue única e exclusivamente para quem deve chegar. Sabe aquela “vontade de gritar para o mundo”? No digital é possível. E o desafio está justamente nessa imensidão de concorrentes, que disputam o meio para ver qual mensagem terá a atenção do consumidor. Inovação de formatos, linguagens e domínio são o primeiro passo para não cair no arroz e feijão.

 Ainda falando de digital, no meio de tanto volume de conteúdo o que você acredita que faz uma marca se sobressair, se tornando mais relevante?

 O digital é uma estrada com vários caminhos. O importante é manter o veículo sempre abastecido com responsividade, diversidade de formatos, cibridismo, user experience, convergência e muito insight.
O target, seja lá qual for, tem um costume universal: o visual. Por mais que isso pareça desvalorizar a minha função, é aí que mora o x da questão: traduzir toda uma história em caracteres limitados que andem de mãos dadas com a arte.

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Como funciona o seu processo de criação? O que não pode faltar no seu dia a dia dentro da Content House?

As pessoas sempre me dizem que eu tenho o trabalho dos sonhos. Trabalhar de chinelo, comer Nutella e tomar cerveja no final do expediente parece tentador. E é. Mas até os sonhos se tornarem realidade há um longo percurso, e o meu é a criatividade. Não basta chegar, escrever qualquer coisa e ir embora. É preciso ser inovadora todos os dias. Pra isso, devo manter um relacionamento sério com o foco. Como? Eu particularmente prefiro a música, tanto pra concentração como para qualquer outra coisa na vida.
Basicamente: música > pesquisa > insight > pesquisa > ideia > execução.

 É como dizem, referências são tudo! Então me conta um pouco quais são as suas.

É o primeiro passo, e em alguns casos, elas vêm antes mesmo do insight. Elas podem variar de acordo com o projeto a ser desenvolvido. Minha pesquisa vai além do visual: eu preciso saber como as marcas falam, qual o tom de voz que usam e sobre o que falam. A análise de concorrentes é superimportante também, assim eu consigo entender o que o público em comum procura e o que eu posso oferecer além do que já é feito por outras marcas.
Minha busca sempre começa no Google, migra para sites, acaba caindo no Facebook e às vezes vai para o Pinterest. Isso não é regra e pode variar de acordo com a marca e o projeto em questão.

Entre os seus trabalhos, existe algum que você considere seu favorito? Se sim, qual a sua história?

Vem uma grande história de drama a seguir…
A maioria dos projetos em que eu mais acreditei e senti imenso tesão em participar nunca sairam do papel. Claro que existem muitos outros que foram para a rua e que são gratificantes pra mim, mas existem os especiais que estão guardadinhos, por questão de verba, time ou até mesmo por “bipolaridade cliental”, rs.
O meu favorito, sem dúvidas, é o projeto de Natal para Ferrero Rocher. Infelizmente não posso dar mais detalhes porque ele ainda acontecerá, então espero que possam conferir em breve :)

Para finalizar, qual a dica que você dá para quem está começando?

Mergulhe. Mergulhe nos dias, nas referências, nos projetos, nos clientes e, acima de tudo, em você mesmo. Esteja preparado para escutar um sim e logo em seguida um não. Lembre-se dos prós e contras de TODAS as profissões e pese-as com a sua. Tenha foco, pesquise, mesmo que fique um dia todinho dando scroll na sua timeline. Saiba escutar, falar e dialogar. Seja ganancioso, humilde, sonhador e pé no chão.
E quando bater desespero, levante, tome um copo de água, mentalize tudo o que te faz sentir realizado e volte, renovado.

Entrevista por: Karymy Gonçalves

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