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Em Cena: Liege Cypriano

Na pauta do #EmCena dessa semana: Liege Cypriano. Formada em Propaganda e Marketing pela ESPM, Liege trabalha como Redatora na Portal Publicidade em Campinas. Acompanhe nosso bate papo:

 

Liege Cypriano

Liege Cypriano

1- Liege, quando nasceu seu interesse pela profissão? Conte sobre sua carreira até aqui.

 Na verdade demorei um pouco para decidir a minha profissão. Saí de Catanduva, minha cidade natal no interior de São Paulo, com 17 anos e fui morar no Rio de Janeiro para cursar Relações Internacionais. Meu sonho era ser diplomata. Mas na metade do curso percebi que não era bem o que eu imaginava. Um tempo depois me interessei por Fisioterapia e, após cursar um ano e meio, me dei conta de que também não tinha nada a ver comigo.

 Foi então que a publicidade apareceu. Meu interesse nasceu antes mesmo do vestibular. Quando prestei ESPM eu já tinha 24 anos e acho que isso fez toda diferença. Eu nem sabia como funcionava a estrutura de uma agência, mas já tinha certeza que eu queria trabalhar com criação. Mesmo sem saber que existia duplas com diretores de arte e redatores, eu sempre gostei de escrever e a redação publicitária foi o meu cupido.

 Ainda na faculdade fiz estágio na AgESPM, agência experimental que foi o meu primeiro contato com o mercado, com clientes reais.

Durante os 5 anos que morei em São Paulo trabalhei para clientes como Gol Linhas Aéreas, Bradesco, Mapfre Seguros, Suzuki Veículos, JBS Friboi, Banco Real, Marisa, dentre outros.

Atualmente moro em Campinas e sou redatora na Portal Publicidade.

2 – Qual o seu desafio pessoal em relação ao cargo?

 Conseguir sempre entregar um trabalho criativo, ousado e vendedor.

3 – Quais são suas principais inspirações e como você define seu processo de criação?

 Pra mim mestre vai ser sempre mestre, por isso ainda acompanho algumas inspirações da época da faculdade, como é o caso do Nizan, Olivetto, Mohallen, Lindenberg. Mas confesso que me inspiro muito mais na nova geração fantástica de redatores: João Caetano Brasil, Thiago Carvalho, Erick Mendonça, Fabio Seidl e tantos outros.

 Meu processo de criação varia muito e, acho que como o de todo mundo, está diretamente ligado ao prazo. O ideal seria termos tempo para analisar todas as informações, estudar e identificar os problemas, passar um período de incubação, criar diferentes ideias e soluções. Mas muitas vezes o job não consegue esperar e infelizmente é o prazo que dita todas as regras.

4 – Quais trabalhos você considera mais significativos na sua carreira e quais os que mais te acrescentaram como profissional?

 Acho que cada um tem o seu significado e o seu valor dentro da minha evolução profissional. A cada novo roteiro, eu aprendo alguma coisa nova que, com certeza, vai fazer diferença na próxima produção.

5 – Pra você, qual o principal erro que um redator publicitário nunca deveria cometer?

O principal erro é ter medo de errar. Acho que isso vale não só para o redator, mas para todo publicitário. Não conheço outro jeito de acertar, senão começar errando. E, sinceramente, nunca conheci ninguém que tenha errado feio e não tenha aprendido nada com isso.

6- A produção de vídeos publicitários brasileiros melhorou ou piorou?

Acho que continuamos criativos, como sempre fomos. O Brasil sempre teve essa característica de criar filmes memoráveis, com bons roteiros, boas histórias para contar. Todo ano as produções brasileiras ganham destaque nas grandes premiações, como é o caso, por exemplo, de “Os últimos desejos da Kombi” que acabou levando 2 ouros no último Festival de Cannes.

7- Em sua opinião, como está o mercado publicitário em sua região? Destaque os pontos fortes do interior nesse ramo.

 O mercado aqui no interior é bem diferente do de São Paulo, principalmente o ritmo com que as coisas acontecem. Quando me mudei para Campinas, essa foi a diferença mais gritante pra mim, além da faixa salarial. Em São Paulo as pessoas trabalham mais e ganham mais. Para mim, a qualidade de vida do interior acaba compensando.

Acho que a publicidade do interior continua evoluindo e, cada vez mais, mostra sua força com competência, resultados e grandes campanhas de expressão regional e nacional.

8- Hoje uma das principais referências em meio de comunicação é a internet. Você acha que isso resulta em alguma mudança na relação das marcas com as pessoas?

Sim, tenho certeza de que já resultou. Até alguns anos atrás a gente entrava na internet. Ligávamos o computador e ficávamos horas ali, estáticos. Entrar na internet dependia de um computador plugado a uma linha telefônica.

Hoje em dia esse termo já nem cabe. Não entramos, estamos na internet o tempo todo, com a realidade da wearable technology cada vez mais perto. Isso gera um cenário fascinante para as marcas, além de uma gama de interação com o consumidor que ultrapassa as redes sociais.

9– Como é sua mesa de trabalho? O que não pode faltar nela?

 Sou um tanto metódica com organização e minha mesa segue o meu perfil, rs.

Não podem faltar balas e chicletes, nunca!

Liege Cypriano Mesa

Mesa de trabalho – Liege Cypriano

10– Como você prevê seu futuro profissional? Quais dicas você daria pra quem está iniciando a carreira?

 Tenho muitos planos para o meu futuro. Pretendo seguir uma carreira acadêmica paralela à redação publicitária, além de outros projetos a longo prazo. E também tenho um sonho de escrever um livro. Já comecei vários e acabo parando no meio do caminho, mas um dia sai. Rs

 As dicas que eu daria são as mesmas que me ajudaram quando comecei, extraídas do bom e velho Manual do Estagiário (Eugênio Mohallem), apenas acrescentei uma ou outra coisa:

 A primeira dica é: não seja babaca. A nossa área é um mundinho ridiculamente pequeno e todo mundo se conhece. “Seja esperto. Nunca espertinho ou espertalhão.”

Na hora de escolher uma agência para trabalhar, confie mais no perfil do dono do que em sites e Facebook. Uma agência sempre tem a cara do dono e o perfil dele permeia todo o modus operandi: estrutura, valores, prioridades. É este mesmo perfil que acaba atraindo clientes e profissionais parecidos.

 Seja persistente e, principalmente, não desista. Todo job é um desafio que começa difícil, chato e complicado até você ter uma boa ideia. A partir daí ele fica legal.

Gostou da entrevista com a Liege? Entre em contato com ela através do email: lcypriano@gmail.com.

 

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