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Em cena: Vitor Vinhal

No #EmCena dessa semana o bate-papo é com Vitor Vinhal, Coordenador de Mídia Interativa da The Walt Disney Company Brasil. Além de nos contar sobre toda sua experiência profissional, Vitor nos leva de carona à uma emocionante viagem para a África do Sul. Confira:

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1- Vitor conta pra gente, como foi seu início de carreira na publicidade?

 Posso dizer que segui um caminho mais “diversificado”, explorando diversas áreas diferentes até chegar onde estou. Desde que comecei a trabalhar, nunca segui um plano linear de carreira e sempre me deixei aberto para as oportunidades que foram ao meu encontro. Comecei atuando na agência da própria faculdade como Atendimento e algum tempo depois, comecei meu trabalho como planejamento na Dim’Canzian. Logo em seguida meu carinho pela indústria do entretenimento me colocou trabalhando com Produção, no canal FashionTV (hoje o canal se chama Glitz). Apesar de atuar diretamente como estagiário das produtoras executivas do canal, tive meu primeiro contato profissional com social media. Foi nesse momento que encontrei um ponto em comum do que “gosto” de fazer com a minha carreira como publicitário e desde então segui próximo desse caminho. Passei pelo Curso Abril de Jornalismo como Mídia Digital, depois CUBOCC com Planejamento Digital, W/Mccann como Social Media e agora com Mídia Interativa, na Disney.

2 – Quais as principais funções de um Coordenador de Mídia Interativa? Conte um pouco sobre seu dia a dia no trabalho.

Trabalho diretamente com o conteúdo interativo dos sites que coordeno. Isso inclui desde um post nos blogs, até os jogos online e vídeos. Minha área é responsável pela qualidade e audiência desse conteúdo, cuidando também das redes sociais, relacionamento com parceiros e blogueiros.

3 – Atualmente, qual a importância de um bom planejamento de mídia? E quais você acha que são as principais dificuldades desse processo?

É claro que existem diversas características que fazem parte de um bom plano, mas temos uma questão que noto ser recorrente nos últimos anos. Temos uma geração que deixou de ser telespectador para ser protagonista. As ferramentas de comunicação ganham novas funções (muitas vezes criadas pelos próprios usuários) gerando um universo “orgânico” e imprevisível. Agora o público tem voz e isso faz com que o “limite” de atuação de um anunciante se torne mais embaçado e nebuloso, diminuindo a precisão de acerto (e erro) de uma campanha. Um bom planejamento de mídia não está somente no “plano” de investimento, mas também no cuidado em desenhar cenários otimistas e pessimistas a fim de ter um plano B na manga. Muitas vezes, a reação do público toma proporções gigantescas e as empresas nem sempre estão preparadas para uma resposta rápida e eficaz.

4 – No futuro, como você acredita que será a grande parte das ações de marketing das empresas?

É muito difícil prever qualquer coisa para o futuro considerando o mundo que vivemos hoje. Tudo está tão rápido que praticamente não conseguimos teorizar ou “criar regras”, sem antes, aparecer um novo cenário.

Para essa pergunta, não tem como fugir do óbvio e dizer que cada vez mais teremos o investimento direcionado para as mídias digitais (sempre atuando no interesse de cada indústria). Na verdade, eu prefiro dizer que cada vez mais as ações serão desenhadas de forma mais individual, one-to-one entre as marcas e seus consumidores, e o que permite isso, é o universo tecnológico dos eletrônicos, smartphones, wearables, etc… Além disso, acredito que teremos um grande investimento em conteúdo, vamos perder um pouco da linguagem comercial para uma linguagem mais editorial e os próprios consumidores já estão cobrando esse tipo de atitude.

5 – Você fez um trabalho voluntário na África, que resultou no vídeo SUL’DAFRICA. Fale um pouco sobre essa experiência.

Essa viagem foi muito importante para mim principalmente pelo momento que estava naquela época. Queria algo que me fizesse desapegar um pouco da vida na cidade grande e me desse um tempo para refletir sobre tudo. Primeiro, fiquei um mês na Cidade do Cabo, estudando inglês e me acostumando com a cultura local e o dia-a-dia de lá. Depois, me mudei para Jeffrey’s Bay, uma cidade de 30.000 habitantes, para um projeto social. Foi um mês completamente isolado onde a maior parte do tempo tinha companhia apenas das crianças e as professoras de uma creche em uma comunidade muito carente. Foi uma experiência incrível de desapego e autoconhecimento. Terminando o projeto com eles, saí de mochilão com mais dois amigos que conheci na viagem, encerrando a experiência novamente na Cidade do Cabo. Para quem tiver a oportunidade, recomendo. É algo que fica para a vida toda.

6 – Todo mundo tem um trabalho do qual se lembra com orgulho. Você tem algum que te marcou de forma especial?

 Tenho que assumir que um dos trabalhos que mais tenho orgulho não é relacionado à minha carreira. Durante esse tempo que passei na África do Sul, trabalhei em uma creche numa pequena cidade do litoral do país. As condições eram bem precárias e conversando com a responsável pela creche começamos a definir quais eram as prioridades para oferecer mais conforto e segurança para as crianças. Decidimos então em subir um pequeno berçário de alvenaria (toda a creche era feita de sucata) para separar as crianças menores das maiores e ter mais higiene e conforto para os bebês. Comecei a arrecadar dinheiro pela internet com meus amigos e familiares, e em menos de um mês, construímos o berçário. O mais bacana, foi descobrir que isso estimulou os “próximos” voluntários a continuar o trabalho, e hoje a creche toda está em alvenaria.

Posso dar vários exemplos de trabalhos que me orgulho na minha carreira. Mas sem dúvida, esse foi um trabalho fora dela que foi o mais gratificante. :)

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7 – No seu dia a dia, como é sua mesa de trabalho?

Sem muitos segredos, gosto de ter coisas para desenhar e usar muita cor. Sou uma pessoa muito visual e às vezes, as canetas azuis e pretas não são suficientes para eu me organizar nas anotações :)

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8 – Em sua opinião, quais os passos essenciais pra quem busca ter sucesso na carreira publicitária?

Muita paciência, estudo e empenho. É muito importante manter a calma e saber que para tudo tem seu momento, a pressa e a ansiedade muitas vezes nos precipita de forma desnecessária. Cada passo é importante para nosso desenvolvimento. Ao mesmo tempo, temos que ser atentos e identificar oportunidades para fazer nosso trabalho melhor e mais criativo. Nunca parar de estudar e se empenhar, sempre cuidando da nossa vida pessoal, tudo em excesso faz mal. O mais importante é encontrar o sucesso na vida e não apenas na carreira, por isso, encontrar um equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal é fundamental para estar feliz e satisfeito com sua profissão. De resto, ter calma, dedicação e fé, que o que estiver destinado para você, vai ser entregue na medida do seu esforço e cuidado. :)

Gostou do bate-papo com o Vitor? Entre em contato com ele ;)

Twitter - @vicovinhal / Linkedin - br.linkedin.com/in/vitorvinhal

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