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Em Cene: Bruna Morgan

Hoje o #EmCena é com a Bruna Morgan, ela é artista dona da página Universo em Bolha de Tinta, costumo dizer que na página da Bruna é possível encontrar um quadrinho pra cada dia da sua vida, as vezes até acho que ela está dentro na minha cabeça espiando meus sentimentos. É uma artista sensível cheia de empatia e recheada de bons sentimentos. Recentemente a Bruna lançou o projeto do seu primeiro livro no Catarse e ela contou um pouco pra gente sobre esse projeto e suas experiências:

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Conte um pouco sobre você, sobre seus hobbies, paixões e como tudo começou no mundo das arte.

Eu moro no Rio de Janeiro, e curso Artes Plásticas na UFRJ. Desde pequena meu sonho era ser “desenheira” (era como eu falava) ou pintora. Comecei a desenhar bem cedo, mas era uma atividade solitária e introspectiva. Aprendi sozinha e sem cursos, o que dificultou um pouco, mas a internet foi como uma bênção!

Apesar de hoje em dia trabalhar com arte, ela não é só minha profissão, mas também meu hobbie. Quando finalizo uma encomenda e preciso relaxar, faço outro desenho, mas a diferença é que esse é só para mim. Eu desenharia 24 horas se pudesse! Além de desenhar, também gosto muito de ler, sou uma traça de bibliotecas! Sempre levo um livrinho para ler no ônibus, no metrô, nas filas! Na mochila, eu também carrego meu sketchbook de estudos de desenhos.

A arte sempre esteve na minha vida de modo indireto, aos cinco anos de idade minha mãe me colocou em uma escola municipal chamada Cândido Portinari, e nos corredores havia vários quadros emoldurados desse pintor. Eu achava as imagens tão tristes, mas ao mesmo tempo tão lindas e admiráveis. Eu passava muito tempo olhando para os quadros toda vez que saía das salas de aula.

Posso dizer que você é uma artista de corpo e alma, multitalentos desde os seus textos a quadrinhos. Como você organiza o seu dia a dia de produção?

Eu não tenho dias fixos para escrever ou desenhar, mas é algo que pretendo organizar. A gente tem bem enraizada aquela ideia de que é necessário esperar a inspiração chegar, e isso não é nem um pouco produtivo. Hoje em dia, eu escrevo dois textos a cada desenho feito, mesmo que não publique na internet.

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Quando eu vi que você criou o financiamento coletivo para o seu primeiro livro, fiquei imensamente feliz. Por isso, gostaria que você falasse um pouco mais sobre essa ideia, lançar um livro sempre foi um sonho seu? Como decidiu que esse seria o momento certo?

Eu já fui publicada em coletâneas junto com outros quadrinistas incríveis, mas nunca em um livro inteiramente meu, sabe?

Um dos meus sonhos e objetivos é publicar muitos livros! Durante toda a minha trajetória, a depressão me impediu de ir atrás das coisas que eu queria, e já pensei muitas vezes em desistir da arte por conta disso. Mas no início do ano passado, uma reviravolta aconteceu na minha vida, e estou conseguindo lidar com esses sentimentos ruins através da minha arte. Agora, mais do que nunca, me sinto pronta para trilhar meu caminho de verdade. Um dos meus objetivos é lançar esse meu livro no FIQ desse ano!

Você tem alguma ilustração ou quadrinho seu que você elege como favorita? Se sim qual é a sua história?

Eu tenho muito amor por todas as tirinhas e quadrinhos que faço, mas a história curta que mais amo é a “Um Dia, Eu Vou…”, que desenhei em parceria com a escritora Leiliane Miranda, a história é sobre a espera de que algum dia o coração deixará de estar partido pela pessoa amada. É sobre superação e esperança de que dias melhores virão. Está disponível online nas minhas redes sociais, e também aqui: https://issuu.com/brunamorgan/docs/um_dia__eu_vou…

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Bom, eu conheci você e o seu trabalho através do grupo “Arte das mina” e acredito fortemente que apoiar o trabalho de outra artista é a melhor maneira de fortalecer o cenário para que assim todas nós possamos crescer juntas. Se você pudesse dar uma dica valiosa para todos que sonham em trabalhar com arte profissionalmente, qual dica seria?

A dica seria: não pare de desenhar. Eu sei que em muitos momentos dá vontade de largar tudo, ou a procrastinação grita mais alto. Entretanto, fazer uns rabiscos já conta muito nesses dias nublados! Pega um papel e rabisque sem parar e sem pensar no que está fazendo. Desenhar linhas, círculos, triângulos, já é um bom começo! Desenhe quando estiver triste e também quando estiver feliz ou com raiva. A comida queimou? Desenhe. Seu coração foi partido? Desenhe. Foi mal na prova? Desenhe. Desenhe. Desenhe. Desenhe.

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