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Em Cena: Misael Mahon

Misael Mahon nasceu em Sorocaba – SP, foi criado em Espírito Santo do Pinhal  - SP  e veio para Campinas- SP para estudar. Formado em Publicidade e Gestão de Marketing,  está  há mais de 8 anos  no mercado atuando como diretor de arte e professor publicitário. Atualmente trabalha na empresa Ígnea Comunicação.

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1 – Misael, conte-nos um pouco sobre sua carreira.

Bom. Pra começar, acho que é melhor contar um pouco de mim antes de falar da minha carreira. Eu sou um cara de cidade pequena que estava louco pra conhecer um pouco sobre o mundo que estava lá fora. Vim pra Campinas pra estudar e acabei ficando aqui pra morar. Me formei em Publicidade e Propaganda na PUC-Campinas em 2005 e um tempo depois quis fazer uma especialização em Gestão de Marketing (pra conhecer um pouco do outro lado da mesa, sabe?).

Já tive experiência bem enriquecedora como Gerente de Marketing no Guarani FC. Mas foi exatamente essa experiência que me fez perceber que eu gosto mesmo é de Direção de Arte, função que eu atuo desde 2005. Hoje sou Diretor de Arte na Ígnea Comunicação.

Trabalhei com alguns clientes de porte bem bacana: Mann-Filter, Valeo, Pósitron, Yamaha, Chevrolet, Dafra, Prefeitura de Araras, Purolator, Honda.

E há algum tempo eu estou me aventurando na área acadêmica. Hoje sou professor de Criação Publicitária em Jundiaí.

2 – Em sua opinião, quais as características essenciais para um bom profissional de Direção de Arte?

Lógico que todo Diretor de Arte precisa ter um bom senso estético, ser criativo e tudo mais aquilo que todo mundo sempre fala. Mas tem duas características que penso serem primordiais: carga cultural e análise do todo.

É que acontece que alguns Diretores de Arte se preocupam tanto com o design e com as peças ditas geniais que acabam se esquecendo que antes de ser Diretor de Arte ele é um profissional de Criação. E para criar precisamos saber de tudo um pouco (taí a carga cultural). Outra coisa que todos esquecem é que estamos trabalhando para solucionar um problema mercadológico do cliente, e que para chegarmos lá, precisamos saber bastante sobre tudo que está acontecendo além da criação: ver o plano de mídia, planejamento, questionar o briefing.

3 – Você possui alguma técnica ou hábitos que influenciam no momento da criação? Aonde você busca inspiração?

Tem uma técnica que aprendi um tempo atrás e que tento aplicar no dia a dia. “Análise, esquentamento, incubamento, ideia”: olhar para dentro do problema, se envolver com ele, desencanar dele e aí a ideia vem. Assim da pra organizar todos os insigths do dia e colocar tudo no papel.

Agora, inspiração, isso tem que ser de dentro. Estar bem e falar sobre coisas boas ajuda. Mas tem que estar em você a vontade de se inspirar.

4 – Na sua carreira, teve algum trabalho que mais te marcou? Por quê? 

Eu sempre trabalhei muito focado em resultados para o cliente, e durante alguns anos atendi a Chevrolet do Interior Paulista. Logo após a crise econômica de 2008, a venda de carros no Brasil todo estava em baixa. E para recuperar as vendas com baixo investimento, toda a verba de marketing da Chevrolet era direcionada regionalmente.

Foi que então, em um planejamento de campanhas regionais e ações pontuais que conseguimos colocar o Marketing Regional do Interior Paulista da Chevrolet em evidência. No final do período batemos o recorde de carros vendidos em um só final de semana na história da montadora, viramos líderes de Marketing Share no estado, emplacamos duas campanhas nacionalmente e recebemos o prêmio de melhor agência que atendia a Chevrolet no Brasil (entre todas as 26 que atendiam naquela época).

5 – Como fica a direção de arte direcionada para a plataforma de Mídias Digitais?

Penso assim: na verdade não muda só a Direção de arte. Muda todo o entendimento do cenário e da comunicação em uma forma bem ampla. Começamos a criar para um novo meio que merece uma atenção especial, afinal de contas, estamos criando para uma mídia que já está na ativa e não temos tempo para testes. É como um motor de um carro funcionando e a gente tem que trocar uma peça, mas sem deixar de fazê-lo funcionar.

 6 – Qual a diferença da sua região para as demais? Existe alguma forte característica regional na criação publicitária da sua região?

A região de Campinas provavelmente é única no país. Não somos Capital, mas não somos pequenos. Não estamos distantes do grande centro, mas não estamos lá. Temos porte, mas não somos megalópole. Então aqui é tudo diferente. Temos que achar o meio termo em tudo, desde como nos relacionamos com nossos clientes (e propects), como fazemos campanhas e como cobramos pelo serviço. É realmente diferente.

7 – O que não pode faltar na sua estação de trabalho?

Papel branco e caneta bic. Mesmo que o cotidiano seja cada vez mais digital, aquela rabiscada durante o dia todo é o que faz meu trabalho render.

8 – Na sua visão, como o mercado publicitário está reagindo às mudanças de hábitos no Brasil?

Não acho que o mercado publicitário “reaja”. Ele na verdade muda seus hábitos também. O consumidor tem necessidades latentes, mas se a gente pensar que a publicidade cria desejos, não podemos dizer que nós contribuímos para uma mudança de hábitos do consumidor? Então acho que caminhamos lado a lado. E caminhamos bem.

9 – A direção de arte é uma área bastante disputada e composta por bons profissionais. Você tem alguma dica pra quem está começando agora conquistar espaço?

A dica é: fuja dos dinossauros da propaganda. Mas fuja agora. O mercado está cheio de publicitários que independente da idade pensa com cabeça de gente antiga. Procure trabalhar com pessoas que não tenham fórmulas prontas e batidas para criar uma campanha.

Se você é estudante ou recém-formado procure um emprego que te dê a oportunidade de trabalhar com pessoas que pensem pra frente. Sabe aquele publicitário que você acompanha porque gosta do que ele cria e acha que aquilo é realmente diferente? Você tem que ser um deles. É isso.

Gostou? Entre em contato com Misael: misaelmahon@hotmail.com

1 Comment

  1. Augusto
    5 de maio de 2014

    Confesso que no primeiro dia de aula qua do vi o Misael entrar na sala pensei que fosse mais um aluno, nao por que ele nao passa a impressão de esucador ou que não tenha o estereótipo de tal profissional, mas pelo jeito dele interagir com seus alunos. É um profissional fenomenal com uma bagagem incrível, e que a cada aula dada é um novo horizonte que se abre, ao menos pra mim, sem contar no relacionamento com seus alunos, sempre solícito e atencioso sabendo da sua correria do dia a dia e mesmo assim está a postos para ajudar. Com certeza ele sera uma referência para o meu crescimento pessoal e profissional.

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