Cena RTV

Representatividade e Consciência

 

O dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro, data de grande significado pois representa a luta dos negros contra a descriminação racial e  foi escolhida por ter sido o dia da morte do líder negro Zumbi, um homem  que lutou contra a escravidão no nordeste. A escravidão gerou sérios danos aos negros do nosso país e suas consequências refletem até hoje. Mas com o passar dos anos a luta contra o racismo vem crescendo e negros de todos os lugares tem mais força e confiança para lutarem pelo o que acreditam. Na mídia não

é muito diferente, por anos os negros foram excluídos dos meios midiáticos sendo  substituídos por brancos principalmente com o famoso ”blackface” nos teatros que hoje em dia e considerado uma prática extremamente racista. Com isso a escassez de representatividade do povo negro é claramente um problema que precisa ser pautado com frequência. Por isso preparamos para vocês uma lista com filmes onde negros são representados mostrando a necessidade de representatividade, nos fazendo refletir a importância desse dia, onde celebram a luta para o fim do racismo.

 

Felicidade por um fio

O cabelo dos negros sempre foi alvo de chacota, durante a escravidão os senhores de engenho cortavam as tranças das escravas como forma de castigo ou assim que elas chegavam ao Brasil. Felicidade por um fio conta a obsessão de Violet Jones interpretada por  Sanaa Lathan, uma publicitária bem-sucedida que considera sua vida perfeita, tendo ” O namorado” e uma rotina organizada para que tudo esteja sempre impecável, principalmente o seu cabelo, o qual desde de criança foi cuidado por sua mãe que não permitia o uso dele de forma natural. Violet tem um apego com a chapinha e faz com que seu cabelo fique liso a todo custo, mas após uma enorme desilusão, ela resolve repaginar o visual e o caminho de aceitação de seu cabelo vai ser difícil.

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Estrelas Além do Tempo

Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. o racismo exposto e o machismo escancarado impede que muitas mulheres negras não possam realizar seus sonhos ou ter uma vida com mais possibilidades de avanço.  Na NASA não é diferente, mas quando precisam que três  funcionárias negras trabalhem a parte a história começa a mudar. Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas tem de mostrar que subestimar mulheres é um grande erro e irão lutar  dia após dia para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

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Pantera Negra 

Crianças de todo o mundo se inspiram em super-heróis o tempo todo, mas o que fazer quando você não se vê na tela do cinema em nenhum filme? Como imaginar quando não há em que se espelhar? Isso aconteceu durante muito tempo com as crianças negras todas as vezes em que assistiam um filme de super-heróis, mas Pantera negra chegou para mostrar que todo mundo pode ser super, inclusive as mulheres como as guerreiras de Wakanda. Cheio de representatividade e feminismo. O filme conta a história de T’Challa interpretado por Chadwick Boseman, um príncipe que retorna a Wakanda para a cerimonia de coroação, após a morte de seu, o. rei T’Chaka (John Kani) Durante a coroação  são reunidas as cinco tribos que compõem o reino, sendo que uma delas, os Jabari, não apoia o atual governo. T’Challa logo recebe o apoio de Okoye (Danai Gurira), a chefe da guarda de Wakanda, da irmã Shuri (Letitia Wright), que coordena a área tecnológica do reino, e também de Nakia (Lupita Nyong’o),sua grande paixão  que não quer se tornar rainha. Juntos, eles estão à procura de Ulysses Klaue (Andy Serkis), que roubou de Wakanda um punhado de vibranium, alguns anos atrás. Mas uma pessoa esquecida elo povo de Wakanda também retorna para atrapalhas toda missão.

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Histórias Cruzadas

O segregacionismo foi um dos atos racistas mais brutos nos EUA depois da escravidão mesmo havendo alguns estados que permitiam a prática. Jackson, pequena cidade no estado do Mississipi nos  anos 60 foi um exemplo onde pessoas negras não podiam entrar pela porta da frente dos estabelecimentos, receber salário mínimo ou simplesmente ir em uma sessão eleitoral. É em épocas como essas que precisamos de pessoas corajosas que enfrentem de frente o racismo.  Aibileen Clark (Viola Davis), a emprega da melhor amiga de  Skeeter (Emma Stone)  uma garota da sociedade que retorna determinada a se tornar escritora, foi a primeira da mostrar sua coragem. Skeeter começa a entrevistar as mulheres negras da cidade, que deixaram suas vidas para trabalhar na criação dos filhos da elite branca, da qual a própria faz parte, mas a pequena entrevista se torna algo muito maior que provoca a íra dos cidadãos da pequena Jackson.

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12 anos de Escravidão  

Após ter sido enganado e sequestrado  Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor) é vendido como se fosse escravo e precisa aprender a viver com as humilhações, extrema violência física e emocional. Antes um homem livre que vivia em paz ao lado da esposa e filhos, Solomon se vive longe de casa passa 12 anos tentando conseguir sua liberdade novamente de forma silenciosa, o filme mostra um história real que denuncia a venda de escravos no ano de 1841.

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Materia: Tami Dagnes

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